22 de mar de 2009

Em um escritório entre tantos na cidade

Essa aconteceu em um desses muitos escritórios espalhados por São Paulo.

Estava lá uma moça se sentindo um pouco enjoada por conta de um sanduíche de atum amanhecido na geladeira que ela comeu.
Então, ela foi até a caixinha de remédios onde a empresa disponibiliza alguns medicamentos já que a pequena farmácia que mantém em sua necéssaire havia acabado.
Ela pega um para curar a sensação horrível e diz ao sujeito responsável pelo controle da caixinha:

- Olha, eu peguei um antiácido, ok?

- Ué e por que? - ele reponde.

- Por que eu estou enjoada.

- Enjoada? Mais do que já é?

19 de mar de 2009

Folga amiga

Estava eu em mais um dia de trabalho igual a todos os outros quando pula uma janela do MSN na tela. Era uma conhecida. Já adianto que não era amiga porque eu conheço a figura, uma bichinha folgada de doer. Não tenho a menor paciência com gente que acha que eu vim a Terra para servi-lo.

- Oi Deia tudo bem?

- Oi Fulana. Tudo e você?

- Tudo bem também.

- Hum... (Nesse momento de silêncio, eu já percebi que algo viria e que não seria boa).

- O que você vai fazer hoje a noite?

- (Como eu já sei com quem estava falando) Depende. Acho que vou trabalhar até mais tarde, por que?

- Queria te pedir um favor. (Não falei que vinha alguma coisa?)

- Diga.

- Eu preciso pegar uns documentos na faculdade hoje a noite. (Eu moro a alguns quarteirões da faculdade onde estudamos). Pensei que você poderia ir até lá para mim, buscar esses papéis, aí, você dá pro seu namorado (ele mora perto da casa dela) e, então, ele me traz aqui em casa. Eu tô com mó preguiça de sair do sofá hoje.

- Ah, sim, claro. E você prefere que ele te leve um suco de laranja ou um leitinho?

- Nossa, por que?

- Porque eu não vou fazer isso.

- Por que?

- Ah, pelo amor, né? Tenha santa paciência.

- Nossa, sua grossa.

Grossa?
Eu mereço... Cada uma...
Nessas horas tenho certeza que em minha testa está escrito em neón azul "OTÁRIA". Piscando!
Calma, pessoal, esse neón está em lugar errado, não, eu não sou otária. Tenho certeza.

18 de mar de 2009

Peripécias rodoviárias

Eu vivo umas situações no ônibus que merecem um post.

Bom, eu vejo essas esquisitices com mais frequência porque sou obrigada a andar de ônibus todos os dias. Eu juro que não queria!

Hoje, por exemplo, eu fiz uma viagem de cerca de 30 minutos junto a uma mulher que tinha certeza que era a Ivete Sangalo. É sério. A dita-cuja foi cantando (em alto e bom som, nota-se) durante todo o caminho. E o pior, a mesma música sem parar.
É claro que eu não sabia que música era, mas estava a ponto de decorar. Tenho certeza que era uma dessas porcarias que tocam nas rádios a cada 15 minutos.
E ela estava lá, firme nos graves e muito alta nos agudos. A mulher fazia questão de diferenciar cada nota.

Quem nunca viajou ao lado de uma pessoa dessas?

E, pra melhorar a viagem, o meu MP3 estava sem bateria.
Esse aparelhinho me protege dessas agressões sonoras que eu recebo na rua. Mas justo hoje, ele estava sem baterias. É, Murphy.

Outro dia da semana passada, eu viajei com uma mulher ao meu lado que usava o cano de apoio do ônibus como pool-dancing. Juro. Ela agarrava o cano, não deixava ninguém se apoiar nele e colava o corpo dela inteiro nele.
Eu estava esperando a hora em que ela ia pegar impulso e se jogar para dar aqueles giros no cano como as dançarinas fazem, aqueles que elas ficam até de ponta-cabeça.
Eu ainda tentei me apoiar no cano que ela se apropriou, mesmo porque eu não tinha escolha de onde me equilibrar, tinha que ser no cano ou na cintura dela.
Não, eu preferi o cano.
Mas em cinco minutos tive de desistir. Ela estava escorrendo o corpo nele. Dos pés a cabeça. Fiquei com nojo quando ela começou a roçar na minha mão. Credo.

Sai pro outro lado do corredor e não quis nem me apoiar mais.

16 de mar de 2009

O mala no bar

Sábado a noite fui a um bar com alguns amigos.
Na mesa ao lado, eu percebi que toda vez que dava um trago no cigarro, o sujeito secava o cigarro. Fingi que não vi.
Não deu cinco minutos o fulano me pede o isqueiro. Eu dei.
Meia hora depois, me pede de novo. Eu dei de novo.
Uma hora depois, mais uma vez. Eu dei, mais uma vez.
Aí que eu percebi que o tal, como eu, fuma bastante no bar (ok, até entendo, com a cerveja do lado é automático), só que ele não trouxe o isqueiro dele. Como um fumante sai em um bar paulistano e não carrega o seu próprio arsenal?
O sujeito me pediu o isqueiro todas as vezes que precisou acender seus quase 20 cigarros do maço. E, todas as vezes, puxava um assunto furado comigo. Algo do tipo "poxa, de novo, né? rsrsrsrs" e eu "é, de novo" com o meu tradicional olhar de poucos amigos. Ou "olha, vou te comprar um isqueiro novo" e eu "é melhor mesmo".
E depois, pior, ele ficou sozinho na mesa. Aí, ele foi ao banheiro, o garçom passou, viu a mesa vazia, já era tarde, desmontou a mesa e levou embora.
Ele voltou do banheiro viu o espaço vazio, olhou pra mim e disse "olha, até a minha mesa levaram!"; eu "é, você vê" quando ele me solta feliz "vou sentar com você e seus amigos", puxa uma cadeira vazia no salão e senta bem ao meu lado.
E não é que ele passou mais uma hora tomando a cerveja dele, colocando no balde de gelo da minha mesa e, au concour, pedindo o meu isqueiro para acender o meu cigarro que, a essa altura, o dele já tinha acabado.